Foi amor à primeira vista. Era a 1ª semana de trabalho dele numa cidade nova. Não tinha amigos... não tinha casa... não tinha nada...
Ele a viu na sala de auto-atendimento do banco. Não conseguia parar de olhá-la.
- Cuidado, ela noiva, disse um colega de trabalho.
Dois dias depois ela estava lá outra vez. Parada em frente ao CASH fazendo depósitos. Como quem nada queria, ele foi ao terminal vizinho e começou a simular operações.
- Você tem caneta?
- Tenho, pega.
- Valeu!
Neste mesmo dia, ele teve a sensação de estar sendo seguido quando voltava para casa.
Só depois descobriu que era ela, também curiosa sobre ele.
Ele ficou sabendo que ela era evangélica e, dois meses depois, estava convertido.
Ela começou a freqüentar a casa dele como amiga e, num dia qualquer, rolou um beijo, e outro e mais outro.
Ele sabia que ela tinha um namorado que morava em outra cidade, mas estava tão envolvido que aceitou àquela situação. Ficaram se encontrando às escondidas.
Depois de algum tempo ele cansou daquilo e exigiu exclusividade. Ela disse não conseguir terminar com o namorado oficial e, então, romperam.
Ficaram alguns dias longe e não agüentaram. Voltaram a se ver....
Aí ele deixou a igreja. Era contra seus princípios de liberdade...
Outra briga... Sem igreja, sem beijos.
Mais alguns dias afastados e, outra vez, voltaram a se ver. Só que ele usou a mesma arma que ela. Começou a namorar outra menina e ficaram neste quadrado amoroso por um bom tempo. Desta vez quem não agüentou foi ela. Acabou com o namorado e pediu exclusividade a ele. Ele, que não era bobo, fez charme por um tempo, mas também terminou com a namorada.
Começaram a namorar oficialmente só que às escondidas porque a religião dela não permitia. Isso era um obstáculo e acabou afastando-os de novo.
Alguns meses depois ela mudou de igreja. Voltaram a se relacionar.Dois anos já haviam se passado desde que se viram pela primeira vez e, finalmente, tudo corria bem...
Para alegria dele, foi promovido no trabalho. Ia ganhar mais, mas tinha que mudar de cidade. Mesmo assim ficou feliz. Mas ela não entendeu, ficou abalada e, na hora que ele mais precisava de apoio, de alguém que ficasse feliz com ele pelo seu reconhecimento enquanto profissional, ela colocou-o num dilema.
- Você vai trocar todos os nossos sonhos por um emprego? Ou ele ou eu!
Ele escolheu o trabalho e foi embora.
Faz cinco meses que perderam o contato. Ela vai casar com outro. Está grávida. E eu estou aqui... sozinho... triste e com meu trabalho...
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