O egoísmo é inerente ao ser humano. Sempre queremos mais. Nunca estamos satisfeitos. Nem mesmo quando conquistamos algo tão almejado outrora. Lembro da época não tão distante da faculdade. Sempre se falava
O vento noturno tem um triste hábito de vagar dando voltas e voltas numa igreja, gemendo à medida que caminha. E tem o hábito de experimentar, com sua mão invisível, as janelas e a porta, procurando algumas fendas pelas quais entrar. E, quando entra, como alguém que não acha o que procura, o que quer que essa coisa possa ser, ele se queixa e uiva para lançar-se avante outra vez. E não contente com a marcha... esvoaça até o teto e esforça-se para arrancar as vigas. Então, lança-se desesperadamente sobre as pedras de baixo, e passa, resmungando, para dentro das abóbadas. Logo ele sobe furtivamente e arrasta-se ao longo das paredes, parecendo ler, em murmúrios, as inscrições consagradas aos mortos. Por algumas destas inscrições, ele esnoba agudamente, como se estivesse rindo, e outras, geme e chora, como se estivesse lamentando. Ele tem um som fantasmagórico também... demorando-se dentro do altar, onde parece cantar, à sua maneira selvagem, erros e crimes cometidos, e falsos deuses adorados, em desafio as tábuas da lei que parecem tão claras e lisas, mas são tão defeituosas e quebradas. O céu nos preserve, sentados aconchegadamente junto a lareira. Ele tem uma voz terrível, esse vento à meia-noite, cantando numa igreja.
O texto é do Charles Dickens. A tradução mal-feita é minha.
Após alguns anos de convivência, esqueci como começamos. A modernidade trouxe a falência, e tudo falia em nosso lar. Deixamos de fantasiar, de sonhar, e a realidade nos era hostil. Liberdade já não tínhamos. Vieram os filhos e nossas famílias. Angustiado, recorri à companhia dos antigos amigos, que insistiam que o sonho havia acabado. Sempre acabava nos bares.
Apolo, após todos os relatos, foi ao telefone. Não entendi o que falava, nem sabia com quem. Horas depois o garçom solicitou-me: “É melhor o senhor ir-se, cavalheiro. O bar fechou.”
P.S.1: Fui convidado para ser padrinho de casamento de um casal (só podia ser um casal!) de amigos. O noivado foi hoje. Não pude ir (nem mandei presente hehehehehehe). Parabéns pelo encontro, apesar de vocês saberem minha opinião sobre casamento e encontros perfeitos.
P.S.2: Hoje também foi o casamento daquela guria que comentei no post de 30.11.04.
P.S.3: Tô viciado em passar finais de semana em lugares diferentes. Até segunda.
Ela chegou falando umas coisas esquisitas. Ele estava com saudades. Ouviu tudo. Sorriu. Tentou entender. Ela parecia feliz. Diferente, é verdade, mas feliz. Não se viam há alguns meses... E como ela mudou. Mais segura, mais mulher, mais atraente, mais ... muito mais.
Ele ficou encantado com a mudança. Ela continuava confiando nele mesmo com a distância. Ela queria contar algo a ele mas parecia estar sem jeito. Uma dose de Whisk e outra e outra e ficaram a vontade. Ela não resistiu. Contou a ele que estava fumando. Maconha. Ele, curioso, fez-se passar por alguém que curte baseado e disse que também fumava. Lembrou-a até dos incensos que tinha
Não conseguiu dizer a ela que não, não fumava. Nunca provou. Nunca quis conhecer. Ele está triste. Muito triste. Não por saber que ela fuma. Está triste por ter mentido.
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