POST COMEMORATIVO DOS MIL VISITANTES (um pouquinho atrasado)

 “Crer em tudo ou duvidar de tudo são duas soluções igualmente cômodas que nos dispensam, ambas, de refletir” (Henry Poincaré). E alguém me disse certa vez que a dúvida é a certeza do não. Não penso assim. A dúvida é a incerteza do sim. Isto é pior. Incerteza é reflexo do medo. Medo limita. Limitação acomoda. Comodismo mata. E não é preciso estar morto para não se viver... Não tenho medo da morte. Tenho medo do não viver. E sim, tenho dúvidas. Muitas. Talvez por isso seja tão inconstante. Talvez por isso arrisque tanto. Talvez por isso erre tanto. Mas não me arrependo. Talvez por isso continue arriscando e errando. Do contrário, estaria com medo. E com medo fico limitado. E limitado, me acomodo. E acomodado estaria morto. Não. Definitivamente não sou assim. Destarte, só me resta te pedir desculpas, Simone, por ter te decepcionado. Sou assim... errado... errante... escorpião... cara estranho... metamorfose ambulante... inacabado, como diria Paulo Freire, porque “tudo que se completa deseja morrer”(Rubem Alves).

 

 

P.S.1: Prometo que quando voltar das férias , no inicio de março,  tentarei escrever sobre um só assunto em cada post. E este era pra ser sobre DUVIDAS. Espero que aceites Sr. Homem de Pedra.

 

P.S.2: Sentirei falta de todos e, sempre que der, se der, darei uma espiadinha.

 

P.S.3: E se alguém sentir muita, muita falta mesmo, ligue para meu colega de trabalho Marco e peça meu telefone.

(83) 99966269. Ainda bem que ele não acessa esse blog.

COMO LIVRAR-SE DE UMA BARANGA ou O TIRO QUE SAIU PELA CULATRA.

Uma das piores coisas que podem me acontecer é ter uma guria chata no meu pé tentando me beijar.  Pois bem, aconteceu ontem. Sai pra festa com grandes expectativas. Sempre tenho grandes expectativas. Conheci uma galerinha bacana. E tudo estava perfeito até conhecer a guria chata que não lembro o nome. Apresentou-se. Começou a assediar-me. Não saía de perto. A animação foi embora. Fiquei quieto. Ela lá. Aí vi aquela guria linda do outro lado. Começamos a paquerar. Ela sorriu. O namorado dela chegou. Começaram a dançar. Eu continuei olhando pra ela. Ela retribuiu.  O namorado dela saiu. Ela começou a gesticular. Entendi o que ela disse e gostei. Fui ao banheiro. Encontramos-nos lá (não no banheiro, perto). Foi bom. Voltei pra galerinha. A guria chata tava lá. Pediu informações a uma amiga. “Ele é paradão assim mesmo?” “Não gosta de dançar?” “Não viu que quero ficar com ele”. E minha amiga, que gosta de ver o circo pegando fogo, aconselhou-a: “Chame-o pra dançar e taque-lhe um beijo.” Minha amiga veio me contar dando gargalhadas. Disse que me preparasse.”A guria chata foi tomar uma dose de sei-lá-o-quê pra criar coragem.” “Pois diga a ela que sou gay.” A amiga disse a ela que eu era gay. Ela começou a chorar. Estava de porre. E dizia a todo mundo. E eu já era o gay mais famosa da festa. E os amigos estavam rindo de mim. E eu ficava indo no banheiro sempre ver a guria linda.  E até ela já estava sabendo da estória. Aí não agüentei. Mandei um bilhetinho pra banda. A vocalista leu. “Ele não é gay não gente, é brincadeira.” E a guria-chata-de-porre ficou chateada comigo. E a guria linda teve que ir embora. Fui pra casa só.

 

P.S.: Chata é eufemismo. Linda é diminutivo. E próxima vez que quiser me livrar de alguém, vou dizer a verdade.

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BRASIL, Homem, de 20 a 25 anos, Música, Viagens, Livros, Amigos e beijo na boca

 
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