Sabem aquela estória... “Calma, você tá indo depressa demais”... Ou aquela outra... “Pára, melhor não”... TUDO MENTIRA. Aparências enganam. A primeira impressão nunca deve ficar. E para a guria que me mandou um e-mail carinhoso, comentando vários posts e fazendo umas perguntas... Não, não sou gato, não sou rico e sim, as mulheres definitivamente preferem os cafajestes.
Vá ao refeitório do seu local de trabalho tomar água. Sente um pouco. Ouça passos em sua direção. Escute atentamente o vigilante parado à porta:
- A juíza quer falar contigo.
Querendo fazer graça, responda:
- E daí, não devo nada a porra da juíza.
Pronto! Como mágica (ou macumba), não sei, a juíza entra logo atrás do vigilante:
- Calma, eu só ia convidá-lo para um jantar....
E você, com cara de idiota, ensaia um sorriso e diz que aceita.
P.S.: A juíza é gatíssima, só tem 30 anos.
“...num desses momentos de vagabundagem, um pensamento me apareceu que fez uma ligação metafórica entre lâmpadas e inteligências que nunca me havia passado pela cabeça. Tratei, então, de seguir a trilha. As lâmpadas servem para iluminar. Para isso são dotadas de potências de iluminação diferentes. Há lâmpadas de 60 watts, de 100 watts, de 150 watts, etc. Qual é a melhor lâmpada? Parece que as de 150 watts são as melhores porque iluminam mais. Também as inteligências servem para iluminar. Tanto assim que se diz “tive uma idéia luminosa!” E nos gibis, para dizer que um personagem teve uma boa idéia o desenhista desenha uma lâmpada acesa sobre a sua cabeça. E também as inteligências, à semelhança das lâmpadas, têm potências diferentes. Os psicólogos inventaram testes para atribuir números às inteligências. A esses números deram o nome de QI, coeficiente de inteligência. Segundo as mensurações dos psicólogos há QIs de 100, de 150, de 200... Ah! Uma pessoa com QI 200 deve ser maravilhosa! Porque, como todo mundo sabe, inteligência é coisa muito boa. Todo pai quer ter filho inteligente. Mas as lâmpadas não são objetos de contemplação. Não se fica olhando para elas. Olhamos para aquilo que elas iluminam. Uma lâmpada de 150 watts pode iluminar o rosto contorcido de um homem numa câmara de torturas. E uma lâmpada de 60 watts pode iluminar uma mãe dando de mamar ao filhinho. As lâmpadas valem pelas cenas que iluminam. As inteligências valem pelas cenas que iluminam. Há inteligências de QI 200 que só iluminam esgotos e cemitérios. E como ficam bem iluminados os esgotos e os cemitérios! E há inteligências modestas, como se fossem nada mais que a chama de uma vela - que iluminam o rosto de crianças e jardins! A inteligência pode estar a serviço da morte ou da vida. E a inteligência, pobrezinha, não tem o poder para decidir o que iluminar. Ela é mandada. Só lhe compete obedecer. As ordens vêm de outro lugar. Do coração. Se o coração tem gostos suínos, a inteligência iluminará chiqueiros. Se o coração gosta de crianças e jardins, a inteligência iluminará crianças e jardins. Essa é a razão por que é mais importante educar o coração do que fazer musculação na inteligência. Eu prefiro as inteligências que iluminam a vida, por modestas que sejam. “
(Rubem Alves – Quarto de Badulaques LVI).
O telefone tocou. Ele atendeu. Era ela. Estava com saudades. Queria muito ter falado com ele ontem... ter dito coisas... mas seu celular estava desligado. Disse estar apaixonada. “Tenho sonhado contigo à noite”, confessou ela. “E eu sonho contigo todos os dias, acordado”, disse ele. De repente o silêncio. Ambos refletiam, simultaneamente, sobre o porquê de estarem separados. “Coisas da vida”, pensaram.
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