SOBRE TRABALHO

Trabalhar em equipe requer muito mais que competência e paciência. Requer sensibilidade. Odeio a mania que algumas pessoas têm (e já disse em posts antigos) de achar que a culpa é sempre do outro. Em dias de estresse total, penso como seria bom por em prática a 1ª Lei do Código de Hamurabi... Felizmente, quando chego em casa, relaxo, rumino e vejo quão desnecessário foi meu aborrecimento. Todos nós sabemos que um dia a casa cai porque ninguém engana todo mundo o tempo todo. Algumas pessoas agem como donas do direito. Acham-se espertas, inteligentes... são cheias de artifícios...  Até aí tudo bem... Artistas existem em todos os setores. Mas penso que essas mesmas pessoas um dia hão de precisar de uma mãozinha.  E nesse dia, pode ser que eu também haja como dono do direito. Sem sensibilidade... O caráter de um homem é o seu destino, já profetizava Heráclito.

 

P.S.: Ando embalado pela possibilidade do impossível. Acertei a cor do presente desta vez. Agradeço todas as sugestões.

PRESENTES

Alguns presentes são inesquecíveis.  O Milan Kundera da Glecia. O recadinho que Simone deixou na minha agenda. A viagem que ganhei no trabalho. O coelho do Wandré . A pulseira do Robinho. A garrafinha de tequila da ka...  Lembro com carinho o contexto em cada um me foi dado. Eu precisava deles naquele momento...

Não sei dar presentes. Compro coisas que eu gosto... como se fossem para mim. Vejo, gosto, lembro de alguém. Por isso odeio datas comemorativas. Sinto-me coagido a escolher e comprar algo na última hora. Odeio isso. A obrigação. Presentes devem ser espontâneos. Ano passado cheguei na casa da namorada feliz da vida. Aniversário dela. Quando abriu o embrulho não se conteve. “Não tinha rosa?” Quase joguei tudo pela janela... mas, como bom moço que sou, fiz aquela cara de pateta e ri.

Dia dos namorados está chegando. Situação nova. Namorada nova. Pela primeira vez vou dar um presente nesta data. Pela primeira vez acredito que um relacionamento possa dar certo. Pela primeira vou estar com alguém nesta data (a menos que alguma Tsunami destrua minha vida) e ainda não vi algo que tenha gostado.

Tomara acertar a cor desta vez.

VOAR

O verdadeiro objetivo da guerra é a paz e a maior das habilidades é vencer os inimigos sem lutar. A guerra é um acontecimento tão grave que os homens não devem entrar nela sem antes se preparar com a devida cautela e com profunda reflexão. Palavras de SUN TZU. Os relacionamentos, a exemplo da guerra, são um embate de vontades. Seu objetivo é o amor e a maior das habilidades é conciliar liberdade e compromisso. Nos relacionamentos, porém, não há como preparar-se com a devida cautela. O amor acontece como mágica, não é precedido de um histórico como a guerra. Lembrei de uma estória do Rubem Alves sobre uma menina e seu pássaro encantado. Ele era encantado porque ia e vinha quando queria. Não ficava em gaiolas. A menina sofria com isso pois o amava muito e sentia saudades. Teve então a infeliz idéia de prendê-lo. E foi isso que fez. O pássaro perdeu o encanto. A menina não sabia que para ser encantado ele precisava voar. Nas artes da guerra e do amor não existem regras fixas. Ma o amor não pode fazer prisioneiros. Sem liberdade vira guerra e a vida, um inferno.

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